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sábado, 26 de junho de 2010

BRAZIL, ZIL,ZIL,ZIL,ZIL,ZIL. UM PAÍS DE GOVERNOS DITADORES, FANTOCHES E SUBSERVIENTES DO CAPITALISMO. APOIADOS POR ELEITORES ANALFABETO POLITICAMENTE

ESCÂNDALO DA PETROBRÁS. ABAIXO VOCÊ TERÁ A OPORTUNIDADE DE COMPREENDER COMO OS CRIMINOSOS AGEM. CPI INSTAURADA E ATÉ A PRESENTE DATA NINGUÉM FOI PRESO (CONTINUA...)

Petrobrás Operação Águas Profundas
Escândalo expõe máquina de parasitismo das máfias capitalistas e do governo Lula
Novos desdobramentos do escândalo na estatal mais lucrativa do País mostraram que criminosos fazem parte de um gigantesco esquema de fraudes em licitações e superfaturamentos tinham como ponto de apoio o governo Lula
16 de julho de 2007
Pelo menos nove empresas criadas artificialmente, dezenas de deputados e parlamentares financiados com um desvio de verbas multimilionário, executivos e mafiosos investigados pela Polícia Federal e o PT estão no olho do furacão. 
O escândalo da estatal mais lucrativa do país joga mais gasolina na fogueira da crise de corrupção do governo Lula. A crise ocorre em meio ao escândalo de corrupção e o descrédito do Senado que abalou o Congresso Nacional nas últimas semanas e que tende a colocar um homem forte de Lula, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) em xeque.
 
O escândalo da Petrobrás expôs na imprensa burguesa uma teia de mafiosos que desde os anos 90 formaram uma rede de empresas fantasmas em nome em sua maioria de um mesmo número de pessoas, com endereços em comum, sócios compartilhados e constante rodízio entre si, nas atividades desde engenharia à representação comercial.
 
Esta rede de empresas, descoberta inicialmente no Rio de Janeiro, usa todo o dinheiro desviado da Petrobrás através de executivos e ainda sonegam impostos.
Entre as empresas mais destacadas encontram-se a Angraporto Offshore Logística Ltda. e a Iesa Óleo e Gás. A primeira tem processos no Ministério Público como a que operava a fraude e pela qual vazavam informações sigilosas da Petrobrás. A segunda admite ter doado pelo menos R$ 1,5 milhão para o PT nas últimas eleições.
 
A Petruscar Locadora de Veículos, uma das empresas criadas data de 1997, ou seja, atuava desde o governo FHC, assim como a Coferco Log, de 1999.
 
Estão entre os principais acusados como sócios das empresas fantasmas, Fernando Stérea, Ruy Castanheira de Souza, Mauro Zamprogno, Wilson Ribeiro Diniz, Nilda Geralda Mafort Diniz, Joaquim de Almeida Ribeiro e Wladimir Pereira Gomes.
Esta máfia, um “poder paralelo” das contas do estado, desanuvia o funcionamento, que é em maior medida o mesmo em todas as estatais do país, principalmente nos setores politicamente e economicamente mais importantes para a riqueza nacional, onde estão incrustadas verdadeiras máfias articuladas com o governo e com os grandes capitalistas. Estas só podem funcionar através de um esquema consciente de encobrimento de seus sócios e de, obviamente, trampolim político para os partidos burgueses. 
Além das máfias, superfaturamento e corrupção aberta dos maiores sócios da Petrobrás
Os sócios bilionários da Petrobrás também estão sendo investigados na Operação Águas Profundas. Uma das maiores empresas que têm contas investigadas pelo Tribunal de Contas da União é a Mauá Jurong, estaleiro que mantém os maiores negócios com a estatal, uma sociedade de ex-empresa de Estaleiro Mauá, com a estrangeira Jurong, de Cingapura.
Para a construção de quatro navios a empresa fechou um contrato de R$ 630 milhões.
 
Para a construção de dois estaleiros em Santos a empresa ganhará nada menos que R$ 1 bilhão para cada um. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) será o principal credor, destinando R$ 564,5 milhões e para as plataformas nada menos que R$ 540 milhões.
 
Os casos são investigados como suspeita de superfaturamento entre outros diversos casos da empresa e de seus sócios desde os anos 90. Em 2003 diversos funcionários foram multados por irregularidades nas contratações desta empresa.
O esquema montado, tomando como exemplo a maior sócia de negócios com a Petrobrás, está destinado a parasitar das contas públicas de toda a população trabalhadora brasileira, que produz a riqueza nacional, quantias astronômicas, alimentando grupos privados através de uma das maiores produtoras de Petróleo do mundo.

ESCÂNDALO DA PETROBRÁS. ABAIXO VOCÊ TERÁ A OPORTUNIDADE DE COMPREENDER COMO OS CRIMINOSOS AGEM. CPI INSTAURADA E ATÉ A PRESENTE DATA NINGUÉM FOI PRESO (FINAL)

A sangria do dinheiro público destinada ao PT
O destaque dado aos casos de corrupção pela imprensa capitalista e o governo servem sempre para encobrir seus desdobramentos políticos e reduzi-los a máfias, de sujeitos individualmente corruptos e de capitalistas malfeitores. O caso da Petrobrás dificulta a manobra do governo, que em um primeiro momento, para minimizar a crise, alegou sair em defesa da nova operação da Polícia Federal, como uma operação do governo Lula contra a corrupção. Apesar do esforço, no entanto, de colocar o PT em segundo plano no escândalo da Petrobrás, esta manobra tornou-se impossível graças ao número de deputados ligados ao governo que estão aparecendo como financiados pela máfia.
A Eisa, Estaleiro Ilha S.ª, de German Efromovich, mesmo dono da Mauá Jurong, doou R$ 25 mil nas eleições de 2006 para o deputado Carlos Santana (PT-RJ). Outra empresa de Efromovich, um mega empresário colombiano, a Marítima, doou R$ 30 mil para a campanha do deputado Edmilson Valentim (PCdoB-RJ), R$ 100 mil para a campanha de João Caldas (PL-AL) e R$ 50 mil para o senador Omar Resende Peres Filho (PDT-MG), todos de partidos aliados ao governo Lula.
 
Estes foram somente os últimos casos que vieram à tona nos últimos dias.
A Mauá Jurong fez doações milionárias, todas destinadas para petistas do Rio de Janeiro, sendo o maior privilegiado o deputado eleito Luiz Sérgio, líder do PT na Câmara.
As novas denúncias que surgem a cada dia nas páginas da imprensa capitalista mostram como o PT se articulava com as empresas que parasitam a Petrobrás em troca de favores.
A corrupção por dentro das empresas é alimentada pela negociata na Praça dos Três Poderes assim como toda a compra de votos é um motor abastecido pela corrupção e pela influência das altas esferas do governo, a começar pelas estatais, que foram transformadas em um balcão de negócios do roubo do dinheiro público por um punhado de capitalistas.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

É UMA VERGONHA TAMANHA HUMILHAÇÃO E DEMONSTRAÇÃO DE COVARDIA E INCOMPETÊNCIA POR PARTE DOS PSEUDO GOVERNANTES BRASILEIROS. QUEM VERDADEIRAMENTE MANDA NA POLÍTICA BRASILEIRA SÃO OS BANQUEIROS AMERICANOS. OS COVARDES, FANTOCHES E SUBSERVIENTES PRESIDENTES CIVIS DO BRASIL, NÃO DÃO A MÍNIMA PARA OS INTERESSES DA NAÇÃO BRASILEIRA. EIS A PROVA. (continua...)

Eleições no Brasil
O que o imperialismo quer
O PT garante a representantes de banco norte-americano Merrill Lynch que a candidatura de Dilma Rousseff irá satisfazer os interesses dos capitalistas internacionais. Já a rede norte-americana CNN faz ressalvas quanto à economia do governo do PT, mas diz que Brasil não deve virar uma Venezuela com a vitória de Dilma

Na última semana, declarações de órgãos de imprensa internacionais e representantes do mercado financeiro norte-americano em sondagem sobre as eleições no Brasil deixaram claro o posicionamento dos principais agentes do imperialismo sobre o que será o próximo governo no País.
Representantes do banco norte-americano de investimento Merrill Lynch, do grupo Bank of America, reuniram-se na última quinta-feira (17) com o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT) para discutir a candidatura de Dilma Rousseff.
Segundo Vaccareza, “há um desejo de conhecer melhor a Dilma, diante da probabilidade de ela vencer a eleição. Não falei sobre o pensamento da Dilma, mas sobre o projeto de infraestrutura do atual governo (...). Disse também que o Brasil estaria em boas mãos com qualquer resultado eleitoral. Acho que vamos ganhar, mas não vou fazer terrorismo para o caso de derrota” (O Estado de S. Paulo, 21/6/2010).
O banco já havia se colocado sobre as eleições no Brasil nos últimos meses.
No início deste ano seus representantes haviam se posicionado sobre as candidaturas nas eleições no Brasil em relatório lançado no dia 23 de fevereiro. Em texto intitulado "Kicking Off 2010 Presidential Election in Brazil" (Dando o pontapé inicial nas eleições presidenciais de 2010 no Brasil), os representantes do Merrill Lynch defenderam que o atual presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, fosse candidato à vice-presidência da petista Dilma Roussef e Aécio Neves candidato a vice com José Serra do PSDB.
O relatório ainda elogiava Dilma Rousseff, dizendo que o ponto a favor de Dilma, para o banco, seria "a continuidade das políticas macroeconômicas, como o câmbio flutuante, a disciplina fiscal e o regime de metas de inflação". Não procurando opor nenhum dos candidatos nas eleições, declarou que os dois são “bem conhecidos” e que estes devem reforçar o Brasil como "um interessante caso de convergência para os indicadores globais, oferecendo potencial de ganhos no mercado de ações, com baixas taxas de juros e elevado crescimento".
O banco, um dos maiores dos EUA, claramente apóia qualquer um dos candidatos nas eleições, reconhecendo nestes o atendimento de seus interesses mas, como demonstram as declarações feitas preferencialmente sobre Dilma Rousseff, o imperialismo já dá a vitória da candidata do PT como certa.
A revista econômica brasileira Exame, também citando colocações de representantes do Merryl Linch no Brasil, em sua edição do dia 1º de fevereiro, havia declarado que “sob o governo petista de Dilma Rousseff, a tendência seria uma continuidade em termos de política econômica, porém, sem o capital político que o presidente Lula possui, o que implicaria em maiores riscos de execução”.

É UMA VERGONHA TAMANHA HUMILHAÇÃO E DEMONSTRAÇÃO DE COVARDIA E INCOMPETÊNCIA POR PARTE DOS PSEUDO GOVERNANTES BRASILEIROS. QUEM VERDADEIRAMENTE MANDA NA POLÍTICA BRASILEIRA SÃO OS BANQUEIROS AMERICANOS. OS COVARDES, FANTOCHES E SUBSERVIENTES PRESIDENTES CIVIS DO BRASIL, NÃO DÃO A MÍNIMA PARA OS INTERESSES DA NAÇÃO BRASILEIRA. EIS A PROVA. (final)

As declarações deixam evidente que o imperialismo já procura uma garantia de que o governo do PT atenda a seus interesses.
Garantir a política servil da burguesia nacional representada por Lula
Também na última semana o canal norte-americano CNN, em matéria em seu sítio na Internet publicada no último dia 14, declarou que investidores norte-americanos estariam temendo que o Brasil continuasse com suas políticas de gastos públicos, fazendo assim como o Merrill Lynch o pedido para que fossem feitas alterações na política econômica no governo de Dilma.  
Segundo o jornal, “os investidores temem que a possível sucessora de Lula mantenha o mesmo nível de gastos nos próximos quatro anos”.
No entanto, para tranqüilizar os investidores internacionais, o jornal menciona que o Brasil não vai virar uma nova Venezuela, confirmando o fato por meio de declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Diz o jornal que “o ex-presidente Fernando Henrique teme que Lula e seu partido estejam concentrando poder demais. Mas sem dúvida, até ele mesmo diz que o Brasil não irá se transformar em uma Venezuela se Dilma Rousseff ganhar as eleições e seguir os passos de Lula”.
A CNN mostra que mesmo até a oposição de direita ao governo Lula já está conformada com a continuidade do PT no governo, criticando este mas garantindo que no fundamental, em seu posicionamento político servil ao imperialismo, nada irá mudar.
As declarações vindas do Merrill Lynch e da CNN não são declarações de meros defensores da política imperialista. Estes são órgãos que representam os grupos dominantes do imperialismo, grupos estes que são pilares da política do imperialismo norte-americano dos dois últimos governos de Bush e Obama.
As divergências do imperialismo quanto às duas candidaturas são apenas pontuais. Assim o imperialismo reafirma que são dois candidatos que no que é essencial representam os mesmos interesses dos banqueiros internacionais, apenas com uma mudança de tonalidade. PT e PSDB representam setores da burguesia diferentes, sendo o PT, no entanto, o mais cotado para assumir a presidência por ter as condições políticas - a autoridade de Lula sobre as direções sindicais e dos movimentos populares, em primeiro lugar - para não só continuar, como aprofundar sua política de ataques à população para satisfazer os interesses dos empresários e dos banqueiros.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O QUE SIGNIFICA DEPRESSÃO ECONÔMICA.

Depressão econômica consiste num longo período caracterizado por numerosas falências de empresas, crescimento anormal do desemprego elevado, escassez de crédito, baixos níveis de produção e investimento, redução das transações comerciais, alta volatilidade do câmbio com deflação ou hiperinflação, e crise de confiança generalizada.
É mais severa que uma recessão, a qual é uma fase declinante normal do ciclo econômico.
Uma regra usual para definir a depressão é a redução de 10% no PIB.

ATENÇÃO!!! DEPRESSÃO ECONÔMICA A VISTA. (continua...)

O G20 vota pela Grande Depressão

O que está ocorrendo agora na Europa significa o assalto final aos resíduos de Estado de bem estar do século XX (a rede de seguridade social dos EUA foi desmantelada já há muito). A mensagem do G20 parece ser esta: vamos acabar com o gasto público nacional destinado a sustentar o emprego da classe baixa. Há 20% de postos de trabalho decentes para a população em idade de trabalhar no ocidente.
E para o resto? Pobreza ao estilo sul-americano. É verdadeiramente extraordinário que os eleitores do planeta sigam tolerando esse estado de coisas corrompido. O artigo é de Michael Auerback e Rob Parenteau.
Michael Auerback e Rob Parenteau (Sin Permiso)
O comunicado emitido no fim de semana passado (04-05/06) pelo G20 mostra às claras que os falcões do déficit ganharam ascendência nos círculos que determinam a política global. A Segunda Grande Depressão bate à porta.

“Os países confrontados com desafios fiscais sérios necessitam acelerar o ritmo de consolidação”, observa o Comunicado. “Saudamos os recentes anúncios de alguns países tendentes a reduzir seus déficits em 2010 e a endurecerem seus marcos e instituições fiscais”.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean Claude Trichet disse que o endurecimento fiscal nas “velhas economias industrializadas” ajudaria à “expansão” econômica global a aumentar a confiança dos investidores. A chanceler alemã Angela Merkel disse que a Alemanha estava decidida a proceder uma rodada “decisiva” de cortes orçamentários que configuraria a política de seu governo nos anos vindouros.

Embora a economia global tenha se recuperado um pouco desde o colapso que se seguiu à quebra do Lehman Brothers, dificilmente admite a caracterização de “expansão” com que Trichet a descreveu, dadas as cifras de desemprego de dois dígitos registradas ao largo de boa parte do planeta. E a recuperação global ver-se-á gravemente prejudicada se se abandonar as políticas fiscais de apoio ativo – o tipo de estímulo público necessário para sustentar níveis maiores de crescimento e emprego -, como sugerem as discussões do G20. O novo remédio para colapsar a demanda se chama “consolidação fiscal”, um eufemismo destinado a mascarar cortes ulteriores do gasto em serviços públicos vitais.

Apesar dos esforços do Tesouro estadunidense para mitigar o sucesso da teoria econômica do [Vale] do Silício, o certo é que a administração Obama contribuiu, com sua incoerência política, ao ápice deste tipo de fanatismo da redução do déficit. O presidente e seus principais assessores econômicos –Timothy Geithner e Lawrence Summers— seguem aceitando o paradigma dos falcões do déficit: coincidem em que os déficits são “ruins” no longo prazo. Argumentam a favor da necessidade de cortes fiscais e maior gasto público no curto prazo para imediatamente procederem à redução do déficit.
Também abraçam o princípio das “finanças sensatas”, ao estilo que vocês podem ler toda semana nos jornais: há que se equilibrar o orçamento ao longo do ciclo econômico e limitar-se a aumentar a oferta de moeda à medida da taxa real de crescimento do produto interno bruto. Ignoram o mais decisivo, a saber: que o governo deveria manter um nível razoável de demanda sempre, e que os princípios de “finanças sensatas” não podem se divorciar do contexto econômico.

Na Europa a coisa é ainda pior. Na Grã Bretanha, a nova coalizão conservadora/liberal-democrata se vê pressionada a eliminar os déficits públicos do Reino Unido, a despeito de o desdobramento agressivo de políticas fiscais por parte do gabinete trabalhista anterior ter conseguido esquivar a perspectiva de uma calamidade econômica de tipo islandês. Contudo, e sem a menor pretensão de ironia de sua parte, o primeiro ministro britânico David Cameron emitiu esta singular pérola:

“Nada ilustra melhor a total irresponsabilidade das políticas do último governo do que o fato de que seguiram aumentando um gasto público insustentável, precisamente quando a economia estava encolhendo!”


Então o que se deve fazer é aumentar o gasto público quando a economia está em fase de crescimento? 

ATENÇÃO!!! DEPRESSÃO ECONÔMICA A VISTA. (continuação...)

Quando pode apresentar verdadeiros perigos inflacionários? Se estas são as políticas incoerentes que o aguardam, que Deus acuda ao Reino Unido. Se não fosse tão destrutiva, a declaração seria engraçada. Com idéias econômicas dessa qualidade não resta dúvida: o governo britânico conseguirá manter sua promessa de “décadas de austeridade”.

No resto da Europa porém a chamada “crise dos PIIGS” [Portugal, Islândia, Irlanda, Grécia, Espanha] não fez senão reforçar mais a opinião dominante, de que os déficits são ruins e desestabilizadores no longo prazo, pelo que resultariam necessárias doses drásticas de austeridade fiscal, ainda que ao custo de infligir mais dor no curto prazo.

Um erro trágico
Para voltar aos primeiros princípios: a locução “grande déficit” carece de sentido, como Biil Mitchell sustenta.

“O déficit orçamentário é a diferença entre o gasto público e a receita pública (o grosso do qual procede da arrecadação fiscal). Chamamos o gasto extra sobre os ingressos fiscais de gasto público líquido. Não é mais do que uma definição contábil (quer dizer, que registra informação sobre fluxos de gasto e de arrecadação), mas os movimentos no déficit fornecem informação sobre o estado da economia (...) o equilíbrio orçamentário move-se em direção ao déficit quando a economia está débil, porque a receita fiscal cai e os gasto com bem estar aumentam”.

Em tais circunstâncias, o governo tem de incrementar o gasto (ou diretamente, ou mediante cortes fiscais), a fim de deter a espiral para baixo do gasto privado. Em termos de contabilidade básica, o déficit público não é senão uma cópia do arrocho privado. Não é que algum tipo de vazio arraste os ingressos públicos a um gigantesco buraco negro financeiro. O que o gasto do déficit público faz é permitir que o setor privado alcance um nível desejável de arrocho. Quando este nível muda, o gasto público tem que se ajustar na direção oposta para compensar (a menos que o balanço de pagamentos também mude).

O nível de emprego é o fator que mais obviamente afeta a tendência ao arrocho do setor privado. Um desemprego maior traz consigo um aumento do desejo (uma maior necessidade) de arrocho preventivo no setor privado. O fato de que os EUA tenham hoje oficialmente algo como 10% de desemprego e de que as taxas de desemprego sejam ainda maiores na Europa significa que os governos não tem contribuído o bastante para compensar essa tendência maior ao arrocho, gerando níveis superiores de emprego.

Se o governo incorresse em excedentes orçamentários durante muitos anos, então o setor privado teria que incorrer em déficits nesse mesmo lapso temporal: endividando-se em bilhões de dólares, para que o governo possa enxugar sua dívida. Não se vê por que os lares tenderiam a estar melhores, endividando-se para que o governo se desendivide.

Deve-se entender a política fiscal como uma balança em que o gasto financiado por empréstimos tem de se compensar com a propensão ao arrocho (e a propensão à importação) além dos níveis de pleno emprego (enquanto o endividamento do setor privado não for suficiente). Nossa posição é, com efeito, uma versão do século XXI das “finanças funcionais” do grande economista pós-keynesiano Abba Lerner. Em oposição radical à errada e nociva teoria das “finanças sensatas”, Lerner explicou assim o modo como temos de decidir em matéria de política fiscal:

"A idéia central é que a política fiscal do governo (...) deveria decidir-se sempre com o olho voltado exclusivamente aos efeitos que essas ações virão a ter na economia, e não em função de alguma doutrina tradicional recebida sobre o que é sensato ou insensato”.

Lerner se propôs a levar o debate sobre política fiscal para além do que chamou “finanças sensatas” (que são precursoras do nocivo pensamento neoliberal de nossos dias).

Na linha de Lerner, sugerimos que o primeiro objetivo da política fiscal deve ser gastar em pacotes de criação de postos de trabalho produtivos. Não é possível que se arraste à deriva do capitalismo de convescote, fornecendo subsídios financeiros massivos para um punhado de ricos bem conectados politicamente. Esse tem sido o erro fundamental de praticamente todos os pacotes fiscais globais. Aos detentores de bônus se lhes segue pagando, enquanto à imensa maioria esses pagamentos servem de desculpa para cortar drasticamente o investimento nos serviços públicos vitais, aposentadorias e outros gastos públicos.

À medida que o gasto privado vá se recuperando, o déficit orçamentário começa a encolher automaticamente 

ATENÇÃO!!! DEPRESSÃO ECONÔMICA A VISTA. (continuação...)

(através dos estabilizadores automáticos). Chegando em certo ponto, o governo tem de diminuir seu gasto líquido discrecional para evitar que o conjunto da demanda agregada (o gasto total da economia) exceda a capacidade de produção da economia. Se a demanda é rebaixada a essa capacidade, temos inflação. Claro que, quando a inflação irrompe, os governos sempre podem optar pelo aumento dos impostos para contar o gasto privado. Tudo depende do contexto econômico em que se tomem as decisões.

Com as idéias de Lerner em mente, aqui está o que em nossa opinião o G20 deveria ter dito:

“Uma economia próspera e sensata é, como efeito, um dos fundamentos da segurança nacional, senão o pilar capital (ou ainda a base mesma) de qualquer fundamento. Por isso exigimos de todas as nações que compõem o G20 que ponham em marcha um conjunto completo de medidas que assegurem o emprego e engendrem a garantia de um salário mínimo ou de subsistência para todos os solicitantes.

Na Europa, exigimos a suspensão imediata das regras restritivas auto-impostas, incorporadas ao Tratado de Maastricht. Ademais recomendamos a ampliação do Banco Europeu de Investimento para convertê-lo num mecanismo de financiamento que permita às nações com excedentes em conta corrente, como a Alemanha, reciclarem esses excedentes em países da UE com demanda deficiente e com déficits em conta corrente, para que se gere emprego adicional e com ele se facilite um melhor serviço da dívida em benefício de toda zona do euro.

Nos EUA, e em caráter imediato, terão que autorizar e pôr em marcha projetos em Detroit e ao largo da costa do Golfo do México, antes que um verão quente e longo traga estragos. A contratação de trabalhadores no Golfo será feita sobretudo com a perspectiva de restauração do meio ambiente, incluindo a maior mobilização do Corpo de Engenheiros do Exército, conhecida na história civil, para mitigar o desastre ecológico que se abate sobre nossas costas. Há que se levar a cabo as retiradas das tropas e um drástico enfraquecimento do estábulo público de que um número sem fim de contratistas privados em matéria de defesa vem se nutrindo desde antes da célebre denúncia do “complexo militar industrial” por parte de Eisenhower.
E há de se levar isso a cabo, para assegurar a “neutralidade orçamentária”, a qual, diga-se de passagem é uma coisa arbitrária e manifestamente inútil, visto que o único equilíbrio fiscal sustentável é aquele que assegura o pleno emprego com estabilidade do preço dos produtos. Chegou a hora de novas diretrizes de segurança, e pedimos a todos os governos nacionais que estabeleçam a verdadeira base de segurança nacional real, que é sempre uma economia sustentável e próspera, e não uma economia espatifada pelo capital especulativo global ou por suas marionetes políticas bem instaladas em Estados predatórios”.

Quanto melhor se sirva aos interesses dos banqueiros, tanto pior irá a economia e tanto mais ela será carregada de dívidas. Os lucros dos banqueiros são comprados ao preço da austeridade. De maneira irresponsável e imoral, o Comunicado do G20 ratifica um estado de coisas que, a seguir assim terá para todos nós um preço grave.

Os políticos do G20 e seus aliados do capitalismo financeiro são como abutres que picotam um corpo agonizante. E nós estamos indefesos, porque as instituições desenhadas para servir ao bem público geral foram subvertidas. Estamos engordando os donos dos bônus e os grandes banqueiros às expensas do empobrecimento de toda a sociedade.

É muito difícil evitar conclusões menos sombrias. Nossas elites políticas descobriram que as classes baixas já não importam politicamente. Para quê se interessar pela sorte delas? Este desinteresse está se estendendo agora também às classes médias. As pessoas comuns que poderiam travar a batalha estão tão desmotivadas que não significam, já:

1. A menor ameaça eleitoral, porque nenhum dos grandes partidos políticos na Europa ou nos EUA representa seus interesses (há anos). Resultado: não se paga preço político algum por se acomodarem a este capitalismo predatório desavergonhado.

2. A menor ameaça em termos de poder, porque suas organizações foram destruídas nos últimos 30 anos, e o que está ocorrendo agora na Europa significa o assalto final aos resíduos de Estado de bem estar do século XX (a rede de seguridade social dos EUA foi desmantelada já há muito).

A mensagem do G20 parece ser esta: vamos acabar com o gasto público nacional destinado a sustentar o