Passado um ano do mandato tampão de Rousseff, a crise do velho Estado semifeudal e semicolonial brasileiro segue se aprofundando e revelando à população brasileira a que grau de apodrecimento pode chegar. Como a parte mais evidente (mas não a mais importante) dessa crise seja a corrupção na gerência PT-FMI, o monopólio dos meios de comunicação e a "oposição" emasculada, abraça a luta contra ela como o principal bordão, aproveitando a aversão popular ao roubo de dinheiro público para se capitalizar na disputa eleitoral. Até mesmo lutas populares eminentemente políticas, como o caso da greve e ocupação da reitoria da Universidade Federal de Rondônia, foram retratadas como "lutas contra a corrupção" pelo monopólio da imprensa.
Dilma posa de faxineira e, mesmo aos olhos do monopólio, promove os remanejamentos e demissões, fingindo fazer reforma ministerial, quando os escândalos resultam da pugna feroz de grupos de poder, particularmente na direção petista. Ela conferencia com Luiz Inácio, acaricia FHC, executa uma demagogia desajeitada e farsante com as vítimas e familiares de mortos e desaparecido no regime militar-fascista...
O 9º ano da chegada do oportunismo petista à gerência do velho Estado chega ao fim e expõe o agravamento das condições de vida das massas, a escalada fascista sobre a sociedade e particularmente sobre os pobres, a estagnação da produção, os privilégios escandalosos dos bancos, transnacionais e especuladores, o entreguismo mais descarado e, claro, o roubo do patrimônio nacional. Tudo isso como nunca antes na história desse país.
Os dois setores que mais lucraram este ano dão bem uma mostra de para onde é conduzida a política econômica do oportunismo: os bancos ganharam R$ 37,2 bilhões nos primeiros nove meses (17% a mais que em 2010) e as mineradoras R$ 29,5 bilhões (alta de 46,8%!).
Não bastasse isso, o oportunismo que desnacionalizou blocos de exploração de petróleo e outras coisas prepara-se para privatizar os aeroportos, sonho antigo das classes dominantes que se realiza agora sob o manto da copa e olimpíadas. Eventos esses que "justificaram" também uma enxurrada de gastos públicos com elefantes brancos que de nada servirão para o povo, mas que encherão os bolsos de empreiteiras e transnacionais e, sem dúvida, das campanhas eleitorais milionárias de seus queridos. A subserviência é tamanha, que até mudanças na legislação estão sendo feitas para melhor abrigar a rapina imperialista durante a farra da FIFA.
Com o PIB estagnado e a tendência à recessão no próximo período, a gerência do oportunismo se esmera em carrear toda a renda do povo para as transnacionais e bancos, ampliando o endividamento a título de "manter a economia aquecida", mas que em pouco tempo desembocará na inadimplência generalizada, tendência que já se acentua ao fim de 2011.
Nesse sentido, não passam de falácias as tentativas de livrar o país da crise geral de superprodução relativa do capitalismo, já que graças ao domínio estrangeiro da economia nacional é impossível a criação de mercado interno independente. O máximo que fará é dar sobrevida aos monopólios transnacionais que enviam para as matrizes os lucros aqui obtidos.
Paralelamente, as massas se livram gradualmente da camisa de força do oportunismo, abandonam as ilusões e ganham as ruas em greves, resistências, rebeliões, manifestações e protestos, num ciclo de mobilizações que há décadas não era visto no Brasil.
As obras do PAC seguem empacadas (11,3% concluídas em 2011). As construções se tornaram verdadeiros barris de pólvora por causa da superexploração e as condições subumanas de trabalho, o que gerou verdadeiras rebeliões operárias em Jirau e Santo Antônio (Rondônia), Suape (Pernambuco) e outras localidades, à revelia das direções sindicais pelegas cooptadas com o empoleiramento de seus dirigentes nos postos do Estado e com polpudas verbas sacadas das costas dos trabalhadores.
A violência contra o povo, expressa na remoção de habitações, na criminalização da pobreza e na ocupação militar de zonas inteiras das grandes cidades e áreas de campo, que vivem cercadas e num estado de sítio não declarado, alcançou níveis que fariam inveja aos ideólogos nazistas, tudo aplicado sob a égide do "governo democrático-popular".
E por falar em crimes contra o povo, o exército brasileiro segue ocupando o Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, pisoteando e achacando sua população, assim como ocupa o Haiti e agride seu povo, sem que haja nenhuma menção de retirada das tropas.
É sabido que o oportunismo na cabeça do velho Estado foi o melhor amigo do latifúndio, perdoando dívidas, freando a já combalida "reforma agrária", legalizando a grilagem de terras. Foi já com Dilma que foi aprovado o código florestal, elaborado pelo PCdoB, que legaliza os desmatamentos de latifundiários e perdoa multas, mas persegue e criminaliza os camponeses pobres que lutam pela terra.
Já há semanas que tropas do exército estão acampadas em Cerejeiras, sul de Rondônia, muito próximas do palco da Batalha de Santa Elina, em Corumbiara, ocorrida em 1995, que opôs camponeses a tropas de policiais e pistoleiros, a mando dos latifundiários da região, deixando oficialmente 9 camponeses mortos e muitos gravemente feridos, torturados e com sequelas insuperáveis. Há dois anos que a fazenda foi retomada e há um ano cortada pelos camponeses, como AND vem noticiando há várias edições.
Há denúncias e motivos para crer que as tropas lá estão para fazer a desocupação da área, encoberta pelo pretexto de certa "Operação Ágata" na extensa fronteira com a Bolívia. Inclusive porque o próprio Ouvidor Agrário Nacional, Gercino José da Silva, além de outros burocratas do INCRA, delegados e policiais, veio ameaçando com "sérias consequências" se os camponeses não se retirarem.
Reunidos no Comitê de Defesa das Vítimas de Santa Elina (Codevise), os camponeses, a quem de direito e já de fato pertencem as terras do latifúndio, onde já moram e produzem em seus lotes, decidiram montar acampamento fora de ditas terras e prometem continuar a resistência.
Está armado o cenário para mais um massacre de camponeses pobres na Amazônia? Dilma se responsabilizará por isso?
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
POR ENQUANTO NÃO TÊM JEITO MESMO AS CANALHICES CIVIS GOVERNAMENTAIS CENTENÁRIAS; QUE SÓ BENEFICIAM TODOS OS TIPOS DE LADRÕES ENGRAVATADOS E IMPUNES, QUE SÃO PRATICADAS CONTRA TODOS TRABALHADORES E POBRES DA NAÇÃO BRASILEIRA. (Logo abaixo matéria útil e de leitura obrigatória, copiada do site www.anovademocracia.com.br)
EIS O GRÁFICO DOS ATUAIS INVESTIMENTOS EM NOSSA DITADURA ECONÔMICA POR PARTE DOS NOSSOS EMPREGADOS POLÍTICOS, QUE DEVEM GOVERNAR PARA NOS PROTEGER, E QUE NO ENTANTO ENTREGAM DE MÃOS BEIJADAS A MAIOR PARTE DAS NOSSAS ECONOMIAS; ECONOMIA PAGA COM O SUOR E SANGUE DO POVO BRASILEIRO, PARA OS CHACAIS E IMPIEDOSOS BANQUEIROS EM DETRIMENTO A TODA SOCIEDADE TRABALHADORA BRASILEIRA. ESTE GRÁFICO É RESPONSÁVEL DIRETAMENTE POR NOSSA GRAVÍSSIMA TAXA DE HOMICÍDIO EM 2011. TRAIDORES!!!
sábado, 7 de janeiro de 2012
BRASIL JÁ VIVENCIA UMA GUERRA CIVIL. VEJAM OS CÁLCULOS E TIREM SUAS CONCLUSÕES SOBRE O DESENVOLVIMENTO ENGANADOR APLICADO A QUASE TODA NAÇÃO BRASILEIRA. (Matéria copiada do site: http://www.wscom.com.br/noticia/brasil/JP+HOMICIDIOS+EM+2011+AUMENTARAM-118472)
ATENÇÃO! NA NOSSA GUERRA CIVIL NÃO DECLARADA, NEM AS CRIANÇAS SÃO POUPADAS. AQUI TEMOS TRÊS PESSOAS DAS OITO HOMICIDADAS DA MESMA FAMÍLIA. MAS ESTÁ TUDO DENTRO DAS ESTATÍSTICAS DO NOSSO ADORÁVEL GOVERNO DEMOCRÁTICO. NÃO É MAIS ONDE IREMOS PARAR E SIM ONDE ESTAMOS.
80,3 por 100 mil X 10 = 803 por 1 milhão X 190 milhões = 152.570 HOMICÍDIOS NO BRASIL EM 2011.
A MATÉRIA COPIADA:
JP: Homicídios em 2011 passou de 37,8 para 80,3 a cada 100 mil habitantes
O levantamento é realizado anualmente com base em dados do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde e do Sistema de Informação Estatística da OMS
Elaborado pelo Instituto Sangari em parceria com o Ministério da Justiça, o Mapa da Violência 2012 mostra que o País não vem conseguindo reduzir os crimes contra a vida. Entre 2000 e 2010, a taxa nacional de homicídios por 100 mil habitantes se manteve estável, oscilando entre 26,2 e 26,7. E, nos últimos trinta anos, período em que foi assassinado cerca de 1,1 milhão de pessoas, ela cresceu 124%.
Em 1980, a taxa era de 11,7 homicídios por 100 mil habitantes. Em 2010, ela chegou a 26,2. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), taxas superiores a 10 homicídios por 100 mil habitantes configuram "violência epidêmica". "É como se tivéssemos matado, em três décadas, uma cidade inteira com uma bomba atômica", diz o coordenador do levantamento, Júlio Jacobo Waiselfisz. Para ter ideia da tragédia, só 13 municípios brasileiros têm população acima de 1 milhão de habitantes.
O levantamento é realizado anualmente com base em dados do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde e do Sistema de Informação Estatística da OMS. Nas últimas edições, o estudo mostrou que, apesar de as taxas de homicídio terem permanecido estáveis ao longo da década de 2000, as ocorrências vinham se deslocando do Sul e Sudeste para o Norte e Nordeste e dos grandes centros urbanos para pequenas e médias cidades do interior.
O levantamento de 2010 mostrou que a tendência de desconcentração e interiorização da violência continua. Em São Paulo, por exemplo, a taxa de homicídios caiu de 42,2 para 13,9 entre 2000 e 2010 - uma redução de 67%. No início da década, São Paulo tinha a 4.ª pior taxa do País. Em 2010, tinha a terceira melhor, ficando atras apenas do Piauí e de Santa Catarina. E, no Rio de Janeiro, a taxa caiu de 51 para 26,2, na década. No mesmo período, contudo, Alagoas assumiu o primeiro lugar no ranking de crimes mais violentos, seguido pelo Espírito Santo, Pará, Pernambuco, Amapá, Paraíba e Bahia. Nestes Estados, a situação é considerada crítica pelo Mapa da Violência. Entre 2000 e 2010, os homicídios cresceram 329,7% no Maranhão e 332,4% na Bahia.
As mudanças também são expressivas quando consideradas somente as capitais. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a taxa de homicídio em 2010 foi de 13 por 100 mil habitantes, depois de ter chegado em 2000 a 64,8, o que representa uma queda de 79,9%. No mesmo período, a taxa de homicídios em Maceió passou de 45,1 para 109,9, por 100 mil habitantes, e a de João Pessoa pulou de 37,8 para 80,3.
O Mapa da Violência também registra uma tendência de crescimento dos índices de crimes violentos entre a população com idade entre 15 e 24 anos - o equivalente a 18,6% da população brasileira. Em 2010, foram mortas 201 mil pessoas nessa faixa etária. A taxa de homicídios entre jovens é o dobro das taxas relativas a outras faixas etárias. Na década, aumentaram em 11,1% os homicídios de jovens.
A tendência de deslocamento da violência tem sido atribuída por especialistas ao surgimento de novos polos de crescimento econômico no País. Eles emergiram com força e peso no Nordeste, o que atraiu o narcotráfico e crimes correlatos, como a formação de milícias e de esquadrões de extermínio. Nessa região, marcada pelas disparidades de renda e pelo analfabetismo, os Estados são muito deficientes, em matéria de programas sociais e de segurança pública. Já os Estados onde houve redução das taxas de violência, segundo o estudo, foram aqueles que investiram na reforma das polícias, adotaram políticas comunitárias, melhoraram a qualidade dos serviços essenciais e levaram a sério a campanha de desarmamento.
O Mapa da Violência é um instrumento importante para a formulação de políticas que combinem programas sociais, melhoria de serviços públicos para setores carentes e estratégias mais eficientes de combate à criminalidade. Mas, para que essas políticas produzam os efeitos desejados, é preciso que os Estados e a União as implementem com determinação.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
DITADURA A DITADURAS, EIS O LEGADO DOS HERÓIS BRASILEIROS.
Recentemente tive a oportunidade de conhecer a mentalidade de um metalúrgico aposentado que trabalhou na multinacional Ford no Estado de São Paulo. Em nosso diálogo tive a oportunidade de ver como se sente uma pessoa que lutou contra a ditadura militar no Brasil e ao lado de Lula. É impressionante o condicionamento alienante político que as empresas e sindicatos conseguem inserir no subconsciente coletivo destes trabalhadores. O absurdo é tão grave e profundo que estas pessoas chegam ao ponto de admitir que o entreguismo constante e crescente da economia brasileira; hoje em torno 75%, ao capitalismo estrangeiro, incluindo a corrupção endêmica que hoje destrói a nação brasileira, além de vários outros gravíssimos problemas sociais existentes atualmente passando por ladroagem escancarada, corrupção generalizada, entrega do território brasileiro ao cartel das drogas, fronteiras abertas e corruptas, 152 mil assassinatos anualmente com índices crescente, abuso econômico sobre os cofres públicos brasileiros através do BNDES por de várias multinacionais com a conivência de nossos amados e idolatrados políticos, entre outras dezenas de catástrofes, é tido e aceito por estas pessoas como algo normalíssimo, chegando ao absurdo de admitirem que a tragédia do Brasil atualmente e sem precedentes na história deste país, é melhor que a época da Ditadura Militar. Época que se tinha ordem na nação e território brasileiro, com os brasileiros respeitados juntos com suas famílias, não os brasileiros usados e manipulados pelas multinacionais ou sindicatos a serviço de interesses internacionais, mas os brasileiro honrado e trabalhador.
“É melhor da forma que está porque somos protegidos pelos EUA e ninguém mexe com a gente. Por que ninguém mexe com a gente? Fornecemos mísseis, armas, tanques e matéria prima atômica para os EUA e o mundo europeu. A Ford fabricou mísseis de médio alcance, e foram realizados testes em território brasileiro onde eram lançados mísseis para testes com destino ao Estado do Piauí - frisando que e a precisão via satélite é absoluta, entre outras coisas que eu não posso falar”. As palavras, proferidas por J.P., metalúrgico aposentado e brasileiro, nos deixam ver o nível da manipulação destes trabalhadores que subconscientemente foram usados por suas empresas como soldado massa de manobra para agirem contra a estabilidade da nação brasileira sob o regime militar (um modismo que deu certo à época), os forjando a mais completa ignorância, comodismo e conivência com os estadunidenses, onde o objetivo era a luta por seus melhores salários onde o pagamento era o orgulho pessoal do tipo trabalhei em uma “multinacional”, derrotamos o exército, agora estou aposentado, tenho minha casa, minha família está tendo como se manter, e o resto do povo e país que se dane, pois meu peito está lavado de glória porque tive êxito contra o fim da ditadura militar. Não percebendo estes manipulados, ingênuos e frios interesseiros que saímos de uma ditadura militar e fomos todos jogados nas arenas das ditaduras civil, capitalista, econômica, social, cultural e educacional. Algo centenas de vezes pior que a época da Ditadura Militar.
Lamentavelmente ainda houve outro participante que quando deu uma opinião complementou dizendo mediante este trágico e construtivo diálogo, o seguinte: “É melhor deixar para lá, não tem mais jeito, e seguirmos adiante. Não adianta fazer nada.”. Esta pessoa tem aproximadamente 67 anos (um jovem ancião que vivenciou e admira a época da Ditadura Militar), e que com certeza absoluta deixará o legado de covarde que se acomodou e não lutou para deixar um país com um futuro digno, justo e honrado para seus netos.
O relato mostra outra face da manipulação, ignorância e analfabetismo político que rege milhões de pessoas no Brasil atual, inclusive trabalhadores metalúrgicos. Trabalhadores que tem seus empreguinhos em multinacionais garantidos, mas mediante a submissão onde devem defender a desgraça do Brasil atual em nome do próprio bem estar e de uma fantasiosa e entediante glória que acham que não terá um fim. Esbravejando estes trabalhadores aposentados e da ativa, de metalúrgicos a funcionários público estadual e federal, que está tudo uma maravilha absoluta e que está tudo sob controle, não percebendo que já estamos dentro do nosso campo de concentração Brasil, amparado pelos EUA que contribui para o “quanto mais desgraça, melhor para o mercado financeiro americano”.
Este é o preço da hipocrisia vergonhosa que muitos ainda carregam em seus egoístas, frios e ambiciosos egos, em detrimento ao território e nação brasileira.
"QUEM COM PORCOS SE MISTURA, FARELO COME", "DIZ-ME COM QUEM ANDAS QUE TE DIREI QUEM ÉS". PORTANTO FILHO DE GATUNO É GATUNO O MESMO QUE LADRÃO, LARÁPIO, RAPINANTE, RATONEIRO OU VIGARISTA.
Após ter seu mandato cassado por corrupção e tornando inelegível por 10 anos, volta ao “Senado Federal” o corrupto Jader Barbalho, que ao tomar posse estava ao lado do seu filho caçula, que embora alguns coniventes hipócritas com a canalhada política instalada no país, sitem ele fazendo peraltices. Peraltices um c...! Este menino já é um perigo à frente, senão agora, para a nação brasileira, uma vez que, foi orientado pelo cínico mau caráter seu "pai" Jader Barbalho a fazer chacota de toda a sociedade brasileira e também do nosso pré-histórico Judiciário, que permitiu lado a lado com o Congresso Nacional; com seus representantes que nada fazem em prol da moralização nacional da caótica política a não ser um bandido dar cobertura a outro bandido a partir do momento que permitiram através da adorável protelação da Lei Ficha Limpa, que este indivíduo retorne ao quadro político brasileiro (quanto mais sujo e pior melhor). Para mais uma desmoralização total do Senado Federal perante os brasileiros e o mundo.
A sociedade brasileira continua negligenciada, desrespeitada, desmoralizada, desacatada... Na mão de seus representantes bandidos inseridos em quase todo o território nacional. E ainda tenha quem defenda estes ditadores que não usam fuzis e sim o cinismo, o descaramento e sua inteligência para uma única meta, roubar, roubar e roubar o quanto puder e der os cofres públicos brasileiros (dinheiro pertencente ao povo brasileiro), continuando estes criminosos; que devem ser presos, impunes e cada vez mais ricos às custas de uma sociedade agonizante.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Hipócritas, graças a deus!!!
Combate ao Crack! Esta é ótima! Governo Civil combate porra nenhuma. Combateram e baniram a maconha? Combateram e baniram a cocaína? Combateram e baniram as armas e munições contrabandeadas e comercializadas em território brasileiro até hoje? Combateram e baniram a fome? Combateram e baniram a miséria? Combateram e baniram os ladrões do colarinho branco que amam os cofres públicos? Combateram e baniram a corrupção já endêmica? Isto é conversa para analfabeto.
Não existe realmente limite para a hipocrisia manipuladora regada ao cinismo descarado dos nossos pseudos gerentes ditadores e seus implacáveis, coniventes e pútridos assessores. O Brasil ou campo de concentração globalizado e moderno gerenciado por fantoches neoliberais que sempre falam e nada de concreto e permanente realizaram em prol da sociedade brasileira há décadas, a não ser a realização de incontáveis benefícios àqueles que se infiltram direto ou indiretamente na nossa podre e lucrativa política, se aproveitando através da sonegação de impostos gerando suas riquezas roubadas da nação brasileira, entre outros crimes financeiros que beneficiaram e beneficiam os 19 milhões de seletos, os vips ladrões brasileiros que nadam em dinheiro e querem mais que o restante da população brasileira se arrebentem e se danem até e morte como acontece, parece não ter jeito mesmo. Situação esta agravada após a derrubada da ditadura militar que foi trucidada pelo golpe capitalista elaborado pelos americanos e apoiados pela imprensa brasileira que colaborou para a solidez de um regime bem pior que o militar, o regime ditatorial capitalista selvagem, radical e implacável, onde foi originada toda a desgraça social que aí está, com quase todos os brasileiros iludidos, enganados, trapaceados, explorados, usados, desorientados, apáticos, frios, discriminativos, egoístas, insensíveis, insensatos e o pior de tudo uma nação de analfabetos políticos e analfabetos econômicos, prato cheio para a propaganda e programas enganosos financiados como o dinheiro público, pelos nossos traidores e ditadores governos civil, escancarado... menos democráticos. Aliás, democracia só no dicionário, só não enxerga quem não pesquisa.
Portanto, além de nossas dantescas mostras de analfabetismo político e econômico quase que generalizado, em breve teremos aqui no Brasil um alarde frenesi proclamado pela nação de “um feliz 2012 pra você com muitas felicidades!” coroado pela estatística de aproximadamente 72 mil brasileiros assassinados. Um mar de sangue que já configura uma das mais graves, silenciada através de podre mídia, guerra civil da atualidade, e em seguida a nossas gravíssimas tragédias, e para abrir o próximo “ano novo” ou próximo mês, da no mesmo, com chave de brilhante, os brasileiros irão as ruas patrocinar manipulados pelas propagandas e vícios históricos, tradição que nada, porque se ficassem em casa como sinal de amadurecimento político tal festa já pra lá de descarada, insana, pornográfica regada a todos os tipos de drogas e transmitida para mais de sessenta países, conhecida como car-na-val, não aconteceria e o restante do mundo começaria a estremecer.
Agora enganam os brasileiros dizendo que aqui está tudo ótimo e sob controle, os isolando diante do mundo dos gravíssimos problemas internacionais como se eles acontecessem na galáxia de Andrômeda. Tudo em prol dos chacais capitalistas investidores que são apoiados , acariciados e beijados através de nossas políticas econômicas suja e assassina, que agradecem e lucram cada vez mais com a miséria e desgraça generalizada que acontece no Brasil atualmente, através de suas ações nas bolsas de valores, mas é tudo em nome da democracia, democracia praticada apenas para políticos, milionários, banqueiros, empresários, menos para o povo trabalhador brasileiro. Afinal, onde existe uma guerra como a que vivenciamos atualmente, o comércio de armas e munição é constante e gera bilhões em lucros a quem fabrica e vendes tais produtos; Afinal, onde existe miséria e doenças, o comércio de remédios fabricados 95% em laboratórios internacionais, também geram lucro aos seus empresários através das bolsas de valores; Afinal, onde existe um descontrole do governo e o consumo de drogas como acontece no Brasil atualmente, drogas como o crack, merla, êxtase, anfetaminas, cocaína, cristal, o-xi entre outras porcarias, também existem pessoas que lucram bilhões e corrompem tudo e todos em seu caminho e a punição por desacordo é a morte. Porque vocês acham que a corrupção está em toda a parte e as drogas em todo o território brasileiro? Pela eficiência e competência dos nossos pseudo-s governos democráticos ditadores civis brasileiro, garanto que não é.
Quem na realidade tem plano para banir drogas a armas do território brasileiro é o Exército Brasileiro, assim como fizeram no Equador em determinados setores. Está publicado no Google “Exército tem plano para o Brasil...”, publicado há meses tal plano, mas nossos irredutíveis fantoches ditadores capitalistas não dão a mínima para tal plano porque também se lucra que esta total desgraça. Mas cedo ou tarde este plano terá que sair já atualmente em regime emergencial da gaveta para o bem de uma nação inteira e não apenas para o bem de uma minoria que se beneficiam enquanto engavetado ele está.
Provavelmente e não com certeza absoluta, este plano do Exército já está em execução no Estado do Rio de Janeiro, tem até tanques blindados em favelas, campanha antidrogas nacionalmente e remoção de mendigos das ruas do Rio de Janeiro, isto para mascarar toda a sujeira existente pela total ausência do Estado Brasileiro. A ordem é manter a ordem a qualquer custo ou preço, mas os pobres é que se lascam nesta parada, como se eles fossem os culpados de ineficiência do Estado Brasileiro. Estado que sediará a copa e olimpíadas às custas do massacrado povo brasileiro. Mas só no Rio de Janeiro será beneficiado com tais medíocres políticas, o resto do Brasil que tome no c... É o cúmulo do absurdo! Mas um absurdo real e como se estas afrontas posições fossem resolver os monstruosos problemas sociais que existem em todo o território brasileiro e não apenas em determinadas cidades ou capitais.
Em breve todos veremos mais uma vez onde irá dar estes delírios passageiros praticados por governo federal e estadual, onde na realidade a intenção é apenas dar satisfação a comunidade internacional, no desesperado ato de tentar melhorar a imagem do Brasil no exterior, como se o exterior não tivesse o mínimo de conhecimento sobre a podridão que acontece dentro do Brasil, os idiotas neste tabuleiro somos nós os brasileiros e não a esperta comunidade internacional que bota pra arrebentar com os brasileiros e seu território há décadas. O Brasil já alvo de conquistas futuras por outros países por motivos vários, ou vocês pensam que o desperdício da água e terras produtivas abandonadas é um problema apenas do Brasil. E quem estiver pensando que o real motivo do desarmamento da população brasileiro é a redução da violência, comete um terrível engano, existem planos mais ambiciosos da comunidade internacional para o Brasil, e uma população desarmada é mais fácil de ser conquistada.
O problema da nossa violência está diretamente ligada à terrível e desigual distribuição de renda, que gera um abismo em desigualdade social que é a razão de tudo o que não presta em nosso território, mas vale lembrar que esta desgraça também é favorável a canalhice política ainda em prática no Brasil, e esta situação caótica interessa a milhares que se beneficiam e que contribuem para que ela seja eterna. Estamos pagando e nossos netos pagarão mais ainda um preço altíssimo pelas irresponsabilidades governamental e social anteriores e atuais. Este será o futuro do Brasil conhecido internacionalmente como “um país de ninguém, uma república de bananas e irresponsáveis”. Estas frases, para nossa vergonha, até o presente não puderam ser mudadas por nenhum de nós.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
BC regulamenta participação de bancos privados no Minha Casa, Minha Vida
CURRAL ELEITORAL CONSTRUÍDO COM MATERIAL DE TERCEIRA QUALIDADE
No programa minha casa, minha vida “pagando”, só quem leva a pior é o consumidor, aliás, em qualquer tipo de financiamento. Se com os bancos federais a bronca já é absurdamente abusiva, imaginem agora com a intromissão, na partição do bolo lucrativo, dos bancos privados que lucram rios de dinheiro nas costas de cada cliente atualmente. Não é mole o cidadão ferrado e na esperança de dias melhores com a aquisição da casa própria, ter que pagar quase 200 mil por uma tapera que concluída não chega a quarenta mil. É uma extorsão descarada em cima dos poucos que podem fazer o financiamento, e que acha uma benção do além tê-lo conseguido, quando na realidade são passados para trás através de um golpe que só irão perceber quando terminarem de pagar a última parcela, se conseguirem, percebendo que o imóvel financiado não vale nem a metade do total pago no financiamento. Só quem lucra são os bancos que além de abusarem, ainda contribuem para mais subúrbios desorganizados e currais eleitorais, embora dispersados pelo Brasil afora. Isto se chama Ditadura Econômica, onde quem pensa que se dar bem, quebra a cara mesmo.
Pelas riquezas minerais do nosso solo dilapidado há décadas, cada brasileiro deveria está morando em casas ou apartamentos decentes em suas cidades super organizadas, e não na estrutura deprimente que constitui nossos, não digo cidades, mas subúrbios terríveis e marginalizados pela terrível desigualdade econômica, mãe da desigualdade social e da violência fora de controle e sem solução em que estamos inseridos.
O beco continua sem saída para todos os explorados brasileiros pelos próprios brasileiros que geralmente com êxito em seus estudos, botam, além dos nossos brutais governos, pra quebrar no lombo de seus compatriotas (palavra arriscada de citar nesta questão).
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Como vai o país que desafiou o FMI? Vai muito bem, com aplausos até do próprio FMI.
ÓTIMAS, da malásia
Marcelo Manzano (economista)
Fonte: Caros Amigos - Ano VI – Número 71 / Fevereiro de 2003
(sin permiso)
Mais uma vez volto à herética Malásia, tão pouco lembrada pelas vozes do mercado. Tempo atrás, aqui na Caros Amigos, contei a curiosa história deste tigre bravo que, desafiando o FMI e os mercados, baixou a cancela e a passou a controlar quem podia retirar dólares do país. Como comentei naquela ocasião, passado o susto inicial e arrefecidos os ânimos, o páis conseguie desvencilhar-se da cilada financeira em que havia se metido: fixou o valor do dólar em um patamar elevado (isto é, desvalorizou o câmbio), aumentou as exportações, baixou os juros, ampliou os gastos no setor público e, gradativamente, voltou a conceder passe livre a investidores externos que, ao contrario das profecias aborrecidas, mantiveram suas aplicações no país.
O PULO DO TIGRE
Indicadores selecionados da economia da Malásia em porcentagem e ano:
PIB (%) ..... -7,4 (1998), 7,9 (2000) e 3,5 (2002)
Inflação anual (%)..... 5,1 (1998), 1,6 (2000) e 1,8 (2002)
Exportações (em US$ bilhões).....71,8 (1998), 98,4 (2000) e 93,3 (2002)
Reservas (US$ bilhões).....26,2 (1998), 29,9 (2000) e 34,6 (2002)
Até aí, nenhuma novidade. O que me traz de volta ao assunto foi o fato de que, em dezembro último, o FMI tornou pública a sua mea-culpa (veja em http://www.imf.org/external/np/sec/pn/2002/pn02135.htm), assumindo que errou quando condenou a heterodoxia do primeiro ministro malaio Mahathir Mohamed. Em rara concessão à realidade, os analistas do FMI admitem agora que países com excessiva vulnerabilidade externa (dependentes da entrada líquida de dólares) pode ser recomendável o controle de capitais e um câmbio desvalorizados como atalhos seguros para a redução das taxas de juros (que ficam desobrigadas de cumprir o papel de chamariz dos investidores externos) e, consequentemente, para a retomada do crescimento da economia.
O sucesso da estratégia malaia é um importante marco cravado na arrogância financeira das políticas liberais. Para nós, em plena temporada de mudanças políticas *(época da ascensão do PT a presidência), acuados por um lado pelo timbre chantagista dos mercados e, de outro, pelo mar que é negro, é estimulante saber que há quem tenha ousado lançar-se às águas e sobrevivido com glória.
O novo governo, tendo de se equilibrar entre governabilidade e a sede por mudanças *(que foram por latrina abaixo, tornando-se o PT um partido leoliberalíssimo), parece impelido a ciscar o milho lançado pelos mercados, enquanto ganha horizonte econômico e fôlego político para mudanças de maior fulcro *(que não ocorreram em prol do social). Em princípio, como nos manuais de outrora, será sempre possível contrapor tática e estratégia. Contudo, aplicada à economia contemporânea, a velha fórmula da política pode ser demasiado arriscada.
Desde a década de 80. Com as transformações liberalizantes operadas nos sistemas financeiros ao redor do mundo e cm o surgimentos de fundos de investimentos responsáveis pela concentração e direcionamento de grandes fluxos de capitais em busca do máximo retorno no menor prazo possível, prevalece nos mercados uma tendência de que os interesses de curto prazo se sobreponham aos interesses de longo prazo das empresas e dos governos (fenômeno batizado com a medonha expressão de curtoprazismo). Como uma criança mimada, o mercado prefere sorvete a espinafre, indiferente às conseqüências negativas que esta opção traga ao organismo no futuro.
Ao se deixar pautar pela grita diária do mercado, mesmo que a título de tática, os governos correm o risco de se verem a ceder indefinidamente a novas táticas, distanciando-se cada vez mais de estratégias de mudanças econômicas e sociais.
É bom lembrar que, pelo mesmo vício de origem, Pedro Malan e Gustavo Franco tornaram o primeiro mandato tucano na esperança da consagração da estratégia: sobrevalorizaram o câmbio, promoveram a maior abertura comercial de nossa história, elevaram os juros, privatizaram o que puderam *(sem consulta popular, o que configura crime de lesa-pátria. Com os mentores ainda impunes), multiplicaram por dez a dívida pública e, antes de serem agraciados com os benfazejos capitais estrangeiros, foram atropelados pela crise asiática.
Infortúnio? Urucubaca? Ou destino de um governo ávido em acalentar o mercado e ser aceitos nos negócios de finanças globais? O sacrifício imposto naqueles anos (desemprego, desindustrialização, desestatização) não nos deu acesso à terra prometida. A tática nada tinha com a estratégia.
No mundo econômico, aliás, a história não registra êxito de economias periféricas que, abdicarem do instrumento de gestão macroeconômica (política fiscal, política monetária, política cambial), tenha conseguido sorrir no longo prazo. O capitalismo não é dado a largos períodos de bonança. Seus alicerces, para o mal ou para o bem, fundam-se na instabilidade, na destruição criadora, na especulação. Nesse ambiente, para sobreviver e prosperar, é vital que se tenha o maior grau de autonomia – interna e externa – da gestão macroeconômica. Foi o que fez\ a Malásia, no maior exemplo de “rebeldia” dos últimos anos, e para qual até o irredutível FMI se curva agora, não só reconhecendo o erro da condenação anterior, como, o que é mais importante, respaldando políticas econômicas “inimigas do mercado”, porém “amigas” do desenvolvimento daquele país.
(*) Observações atuais sobre os catastróficos governos do ex-partido de esquerda PT, atualmente neoliberal e corrupto até a medula, e outros partidos comparsas e também detrimentosos ao desenvolvimento sólido da nação brasileira, desde o fim da Ditadura Militar em 1984.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
A matéria abaixo é de vital importância para que se compreenda mais profundamente as razões do porque do caótico Estado Brasileiro que aí está. A única esperança por enquanto é a certeza da suprema morte que levará os vermes da política corrupta e seus espíritos, se é que existe, para o sexto dos infernos, o quinto lotou faz tempo. E também torcermos para que as gerações futuras aprendam através do sofrimento histórico de seus antepassados que o mal absoluto ocasionado por traidores da pátria só traz desequilíbrios sociais e econômicos causadores de desgraças e violência ao bel prazer de uma minoria podre que sente prazer em ser corrupto e massacrar seus compatriotas.
Nem toda água do Paranoá lava a sujeira da Esplanada
Por Fausto Arruda
Fonte: www.anovademocracia.com.br
(Sim permiso)
Escrevi este texto quando as manchetes dos jornais diários estampavam o pedido de demissão do Ministro da Agricultura Wagner Rossi e as explicações do ministro do turismo no Congresso Nacional. É bem provável que, ao ler este artigo, o leitor de AND encontrará uma defasagem nas informações sobre os últimos abalos provocados por denúncias de corrupção no seio do ministério dilmista. Essa endemia não se acabará enquanto persistir a condição semicolonial combinada com a semifeudalidade e o capitalismo burocrático imperantes no Brasil.
Conta a mitologia grega que, para atingir a imortalidade, Hércules realizou seus famosos doze trabalhos sob o comando de Euristeu, Rei de Argos de Micenas. Entre os trabalhos designados por Euristeu a Hércules, estava o desafio de limpar os estábulos de Augias, rei de Elida, cujo rebanho de cerca de três mil bois exalava um terrível mau cheiro, tendo em vista que há trinta anos se acumulava o estrume e a peste havia tomado conta de todo o reino. Hércules, que tinha de lavá-los, desviou o curso dos rios Alfeu e Peneio e, rapidamente, ficou tudo limpo.
Diferente dos estábulos de Augias, Brasília e, particularmente, a esplanada dos ministérios mais a praça dos "Três Poderes", possui tamanha sujeira que nem toda a água do lago Paranoá teria condições de limpá-la.
Raízes históricas
São mais de quinhentos anos de sujeira acumulada pelo passado colonial e semicolonial de nosso país, onde a exploração, aliada a uma cultura de privilégios gerou o patrimonialismo em que as classes dominantes vêm se nutrindo por todos esses séculos. Se trinta anos de estrume acumulado nos estábulos de Augias provocou a peste em todo o seu reino, imagine-se o estrago causado por essa chaga secular ao povo brasileiro.
A divisão de nosso território em capitanias hereditárias e a distribuição das terras através das sesmarias, para levar a diante a empresa colonial baseada na monocultura da cana-de-açúcar, deram origem a uma sociedade marcada pelos privilégios nas relações econômicas, políticas e sociais a ponto de serem institucionalizadas não só no quadro jurídico como na cultura geral ao se fazer o elogio da esperteza, do jeitinho e da malandragem.
O fato de não contarmos em nossa História com nenhum episódio revolucionário vitorioso que pudesse varrer e lavar a sujeira produzida até então, nos deixou esta herança de lixo conformada na existência de um Estado que já nasceu podre por sua natureza semicolonial. Um Estado instrumento da ditadura exercida pelas classes dominantes, serviçais do colonialismo e do imperialismo, sobre a maioria do povo. Um Estado que estampando uma aparência de independência e de democracia traz em sua essência a mais abjeta submissão aos interesses forâneos e o maior desprezo à efetiva participação das massas. Basta dizer que nenhum dos ciclos econômicos posteriores e nenhum rearranjo na cúpula do poder dominante ensejaram a mínima alteração na cultura de privilégios implantada no período colonial.
A inexistência de rupturas em nosso desenvolvimento histórico é responsável não só pelo lixo acumulado, expresso na formação patrimonial das classes dominantes, como, em consequência disso, a total ausência de punição, ou mesmo, de crítica aos opressores e exploradores de nosso povo, fato muito fácil de ser comprovado a partir das homenagens aos condes, duques e barões feitas nos nomes de ruas, praças, monumentos e até de cidades como Petrópolis, Teresópolis ou Presidente Médici.
Semifeudalismo travestido de federalismo e municipalismo
Para não irmos muito longe, tomemos como marco o episódio que se chamou de proclamação da República. A República surge trazendo como herança os vícios e práticas nocivas da Colônia e do Império e, em correspondência ao caráter do Estado dominado por uma burguesia compradora e pelo latifúndio, ambos lacaios do imperialismo, primeiro o inglês e posteriormente o ianque, descentraliza para atender à semifeudalidade e centraliza para implantar o capitalismo burocrático em atendimento aos interesses do imperialismo.
Dessa forma, o federalismo e o municipalismo são inseridos na constituição republicana como letra morta, haja vista sua depuração do conteúdo democrático e de preservação do regionalismo e do equilíbrio em seu desenvolvimento. O que veio a prevalecer, de fato, foi a utilização dos estados e municípios pelas oligarquias como base de apoio para o desenvolvimento do capitalismo burocrático a partir da manutenção do semifeudalismo. Assim, as oligarquias locais, de posse do poder político, incluídos aí o policial e o jurídico, coroando seu poder econômico, passaram a reproduzirem-se sobre si mesmas, institucionalizando o patrimonialismo e a cultura dos privilégios.
Estabelecidos os limites da descentralização, carecia ao capitalismo burocrático o estabelecimento de uma região para ser o epicentro de seu desenvolvimento, o que veio a acontecer com o Sudeste brasileiro, principalmente com o estado de São Paulo. Enquanto nessa região se operava um intenso processo de modernização puxado pela industrialização e pela urbanização, o Norte, o Nordeste e o Centro Oeste sofriam um processo de isolamento sob o domínio do atraso oligárquico.
O surgimento de uma burocracia, dando ossatura à máquina estatal, se faz sentir com bastante vigor, assim como a voz comum de que a mesma "cria dificuldades para vender facilidades". Ao se colocar a serviço dos monopólios que se instalaram no Brasil e de poderosos grupos nacionais aquinhoados pelas benesses do Estado os burocratas foram gradativamente ascendendo à condição de membros das classes dominantes na categoria de sócios menores.
Esses são, pois, os ingredientes que dão qualidade às semicolônias do imperialismo. A existência do capitalismo burocrático no qual os grupos de poder das frações compradora e burocrática da grande burguesia, assim como o latifúndio, se digladiam para abocanhar maior parcela de poder dentro do aparelho de Estado. Nessa luta vale tudo. Desde a realização de eleições fraudulentas e a compra de mandatos, passando pela sonegação de impostos até a distribuição escancarada de propinas aos gerentes de turno e seus auxiliares.
O Gerenciamento oportunista exacerba a corrupção
Quando presidente do PT, José Dirceu, acolheu por inteiro o adágio "em terra de sapo, de cócoras com eles" e entrou de cara no que ele chamava de jogo sujo, ou seja, abandonar toda a verborragia demagógica até então característica dos petistas e adotar uma postura pragmática em consonância com a cultura política burguesa, o PT firmou compromisso com o imperialismo, com o latifúndio e com a grande burguesia, ao mesmo tempo em que passou a adotar os métodos conhecidos como "toma lá, dá cá". Luiz Inácio, beneficiário direto dessa estratégia, tratou de aperfeiçoá-la liberando os correligionários e aliados para a aplicação dos pequenos e grandes golpes enquanto fingia não ver nada nem saber de nada. Foi assim que as verbas do PAC e as emendas parlamentares ao orçamento passaram a se constituir em butim para uma ladroeira voraz. Tão voraz que, de um momento para o outro, passou a devorar-se, dando origem à torrente de escândalos que envergonha a nação.
A gerente Dilma Rousseff tem sido distinguida pela imprensa dos monopólios, ansiosa por emplacar os seus corruptos nos cargos vagos, como aquela que está realizando uma faxina no ministério herdado de Luiz Inácio. Na verdade, não existe faxina alguma, pois, se houvesse, ministérios como o da saúde, o da educação, planejamento, ou qualquer outro sobre o qual se fizesse foco, teriam desarticuladas as máfias que parasitam os recursos públicos. Dilma Roussef é filha desse processo e compactua com ele. Ainda há ingênuos ou uma variante de oportunistas que vira e mexe levantam a surrada teoria da banda podre e propõem CPIs e inquéritos que todos, inclusive eles, sabem que não vão dar em nada. Dirceu que o diga, pois deixou o ministério para ser o lobista, dentre outros, de um dos homens mais ricos do mundo. Êta castigo!
Os limites do oportunismo
A crise econômica que abala o mundo inteiro tem servido, em geral, para mostrar os limites do oportunismo no gerenciamento do Estado. Particularmente no Brasil, esses limites começam a se mostrar mais evidentes e, apesar do tremendo esforço por encobrir a realidade com esmolas e propaganda enganosa, é cada vez maior o número de pessoas que tomam consciência desse fenômeno. De nossa parte, temos chamado a atenção para o fato de que aqueles que têm esta consciência precisam ousar mais em mostrar a falência do gerenciamento oportunista e, mais que isso, apontar a necessidade de uma revolução de nova democracia. Uma revolução democrática, agrária e anti-imperialista terá todas as condições de mudar a cultura dos privilégios e abrir um novo tempo em que lesar o povo e a pátria sejam considerados crimes imperdoáveis.
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